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Mostrando postagens de Julho, 2011

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

O período composto por coordenação é constituído por orações coordenadas.
Chamamos oração coordenada por não exercer nenhuma função sintática em outra oração, daí ser chamada também oração independente.
Exemplos:
Você trouxe o bolo, mas eu não o comi.           (verbo)                                (verbo)
O funcionário chegou e começou o serviço.
As orações coordenadas podem ou não conter a presença de conjunções. Dependendo desta condição, as orações coordenadas podem ser classificadas como:
ASSINDÉTICAS
As orações coordenadas assindéticas aquelas que não possuem conjunção.  Exemplos: Amanheceu, acordei, admirei os primeiros raios solares. O computador era potente, tinha velocidade, não possuía proteção.
SINDÉTICAS
As orações coordenadas sindéticas são aquelas que possuem conjunção. Exemplos: Olhei e comprei o presente. Correu demais, por isso caiu.
CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com as conjunções que as unem. Podem s…

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

CABELOS COMPRIDOS

    − Coitada da Das Dores, tão boazinha...   Das Dores é isso, só isso − boazinha. Não possui outra qualidade. É feia, é desengonçada, é inelegante, é magérrima, não tem seios, nem cadeiras, nem nenhuma rotundidade posterior; é pobre de bens e de espírito; é filha daquele Joaquim da Venda, ilhéu de burrice ebúrnea − isto é, dura como o marfim. Moça que não tem  por onde se lhe pegue fica sendo apenas isso − boazinha.      −Coitada da Das Dores, tão boazinha...     Só tem uma coisa a mais que as outras − cabelos. A fita da sua trança toca-lhe a barra da saia. Em compensação, suas idéias medem-se por fração de milímetro. Tão curtinhas são. Cabelos compridos, idéias curtas − já o dizia Schopenhauer.  A natureza pôs-lhe na cabeça um tablóide homeopático de inteligência, um grânulo de memória, uma pitada de raciocínio − e plantou a cabeleira por cima. Essa mesquinhez por dentro. por fora ornou-lhe a asa do nariz com um grão de ervilha, que ela modestamente denominava verruga, arrebitou-lhe as…

O Bicho ( Manuel Bandeira )

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa
Não examinava, nem cheirava
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão.
Não era um rato.
Não era um gato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

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Manuel Bandeira - (  Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho)  nasceu em Recife (PE) em 1886. Em 1917 publicou seu primeiro livro: A Cinza das Horas. O poeta morreu com mais de 80 anos, em 13 de outubro de 1968. A perspectiva da morte foi uma constante em sua poesia.
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FONEMAS E LETRAS

CONCEITOS DE FONÉTICA E FONOLOGIA

FONÉTICA E FONOLOGIA Fonética é o estudo dos sons da fala. Fonologia é o estudo dos sons que têm a função de diferenciar os diversos significados de cada palavra. A divisão entre fonética e fonologia é apenas didática, porque na verdade as duas disciplinas são dependentes uma da outra: o estudo do som da fala deve ser feito sempre levando-se em consideração a sua função.          Letra, fonema, fala, língua, sons da fala, aparelho fonador são alguns dos conceitos que precisamos conhecer para estudar fonética. É preciso antes saber a diferença entre língua e fala: língua é um sistema de signos utilizados por uma mesma comunidade, enquanto fala é o uso que cada pessoa faz da língua.                 A fala, portanto, é a língua transformada em sons que são emitidos por nosso aparelho fonador.
O APARELHO FONADOR O aparelho fonador é constituído pelos pulmões , brônquios e traqueia , que são órgãos que nos fazem respirar; pela laringe , onde estão as cordas vocais, e pelas cavidades supralaríng…

EU SEI, MAS NÃO DEVIA

EU SEI, MAS NÃO DEVIA
             Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.         A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.         E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.         A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.         A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números…

FIGURAS DE LINGUAGEM - 3