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Mostrando postagens de Agosto, 2013

SOBRE A LEITURA ( PELA ENÉSIMA VEZ! )

Sobre a Leitura ( Pela Enésima Vez )
    "Não Cansemos de Ler! Jamais Desistamos de Falar Sobre a Leitura!"    A impressão que tenho, a cada livro cuja leitura termino, não é a de que me torno mais intelectualizado, mas sim a de que me torno mais gente. Na verdade não se trata de impressão; sensação é a palavra exata, visto que, quando se tem impressão a respeito de algo, entende-se que algo incerto ou provável pode vir a ocorrer ou não. É assim que se tem a impressão de que vai chover ou de que se conhece alguém com quem se tenha deparado inadvertidamente. Já quando se tem a sensação referente a qualquer situação, não se trata mais de uma questão de dúvida nem de probabilidade. Significa, indubitavelmente, uma certeza, uma comprovação porque não se pode negar quando se sente algo, e o sentir algo nada mais é do que "a sensação de". Então, burilando a frase inicial, posso dizer que, a cada livro cuja leitura termino, tenho a sensação de que me torno mais gente. Sinto…

CALCULADORA DO TEMPO

Calculadora Do Tempo
    Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2010. Nesse, que parecia ser mais um dia como outro qualquer, eu caminhava pela praia, quando, de repente, avisto um objeto parcialmente enterrado na areia. Parecia uma calculadora. Era uma calculadora! Peguei o artefato e o levei para casa a fim de analisá-lo melhor. Ao chegar a minha residência, resolvi algumas pendências, e só então fui verificar o que tinha achado. Após dias estudando-o, vi que não era uma calculadora normal mas sim uma calculadora que poderia transportar-me ao passado. No começo, pensei em não fazer nada que pudesse alterar o curso dos acontecimentos pretéritos, mas depois resolvi arrumar alguns erros por mim cometidos.     São Paulo, 13 de Dezembro de 1995. O dia em que recebi a notícia de que tinha reprovado no primeiro ano escolar. Nesta ocasião, entrei em desespero. Mandei a professora às favas, agredi o coordenador e tentei o suicídio, no que fracassei, como já se supõe . Agora estava eu, mais uma vez, …

O HIPOCONDRÍACO

Em tempo de remédios falsificados e laboratórios incompetentes, vale lembrar deste consumidor compulsivo que faz da bula Bíblia: o hipocondríaco. Ele padece do mal de ter mania de doenças e adora tomar remédios. Ao passar à porta da farmácia não resiste e pergunta: "O que tem de novidade?"

Nada mais ofensivo ao hipocondríaco do que erguer um brinde e desejar-lhe "saúde!". Ele só frequenta coquetel de vitaminas. Encara sempre o interlocutor com aquele olhar de quem diz: "ando sentindo coisas que você nem imagina". No telefone, faz voz de vítima. Cara a cara, suplica, silente, a compaixão alheia.

Está sempre entrando ou saindo de uma gripe; já tomou todas as vacinas; sofre da coluna; padece de insônia; e trata médico como faz com motorista de táxi: "Tá livre?"

O hipocondríaco entra na Justiça exigindo mandado de prisão contra os radicais livres e duvida que alguém possa imaginar o tamanho da enxaqueca que teve ontem. Enquanto outros fazem shopping, o…