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Mostrando postagens de Setembro, 2013

EXERCÍCIOS DE ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

01. Na frase: "Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe", a oração destacada é:
a) subordinada substantiva objetiva indireta
b) subordinada substantiva completiva nominal
c) subordinada substantiva predicativa
d) coordenada sindética conclusiva
e) coordenada sindética explicativa


02. A segunda oração do período? "Não sei no que pensas", é classificada como:
a) substantiva objetiva direta
b) substantiva completiva nominal
c) coordenada sindética adversativa
d) coordenada sindética explicativa
e) substantiva objetiva indireta


03. Lembro-me de que ele só usava camisas brancas." A oração sublinhada é:
a) subordinada substantiva completiva nominal
b) subordinada substantiva objetiva indireta
c) subordinada substantiva predicativa
d) subordinada substantiva subjetiva
e) subordinada substantiva objetiva direta

PARÁFRASE

Foi para vós que ontem colhi, senhora,
Este ramo de flores que ora envio.
Não o houvesse colhido e o vento e o frio
Tê-las-iam crestado antes da aurora.

Meditai nesse exemplo, que se agora
Não sei mais do que o vosso outro macio
Rosto nem boca de melhor feitio,
A tudo a idade enfeia sem demora.

Senhora, o tempo foge... o tempo foge...
Com pouco morreremos e amanhã
Já não seremos o que somos hoje...

Porque é que o vosso coração hesita?
O tempo foge... A vida é breve e é vã...
Por isso, amai-me... enquanto sois bonita.



Pierre de Ronsard (1524-1585)     Tradução: Manuel Bandeira

A CRIANÇA QUE FUI CHORA NA ESTRADA

A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.

************** 
                     (FERNANDO PESSOA)

O CORVO (EDGAR ALLAN POE)

Numa meia-noite cava, quando, exausto, eu meditava
Nuns estranhos, velhos livros de doutrinas ancestrais
E já quase adormecia, percebi que alguém batia
Num soar que mal se ouvia, leve e lento, em meus portais.
Disse a mim: "É um visitante que ora bate em meus portais´-
É só isto, e nada mais."

Ah! tão claro que eu me lembro! Era um frio e atroz dezembro
E as chamas no chão, morrendo, davam sombras fantasmais,
E eu sonhava logo o alvor e pra acabar com a minha dor
Lia em vão, lembrando o amor desta de dons angelicais
A qual chamam Leonora as legiões angelicais,
Mas que aqui não chamam mais.

E um sussurro triste e langue nas cortinas cor de sangue
Assustou-me com tremores nunca vistos tão reais,
E ao meu peito que batia eu mesmo em pé me repetia:
"É somente, em noite fria, um visitante aos meus portais
Que, tardio, pede entrada assim batendo aos meus portais.
É só isto, e nada mais.

Neste instante a minha alma fez-se forte e ganhou calma
E "Senhor" …

O PARADOXO DO NOSSO TEMPO

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar nosso vizinho.

Conquistamos o espaço sideral, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e, não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do fast-food e da digestão lenta;…

O PORQUÊ DA MALDADE

"É difícil não fazer o mal porque é muito fácil fazê-lo!"

                                               (Maurício Palmeira)

PATOLOGIA MURINA

"PARA O RATO, A PATOLOGIA MAIS TERRÍVEL É A CLAUSTROFOBIA."
                     (Maurício Palmeira)

MODULAÇÕES DO TEMPO

Estava eu escrevendo o último artigo para o jornal italiano “Roma Locuta”, com o intuito de, no fim da tarde, enviá-lo para edição. Lembro-me de que estava sozinho e que, em algum instante, ouvi um barulho. O relógio marcava dezessete e vinte e cinco. Conseguia enxergar as horas por minha janela em uma das torres da Basílica de São João de Latrão. A casa de edição e impressão ficava logo ao lado de meu escritório. O artigo que escrevia tratava de avanços tecnológicos no ramo da Física, como o Boson de Higgs, e eu deveria entregá-lo às dezessete e quarenta e cinco. Para concluir meu artigo, sentei-me novamente e dei continuidade ao meu trabalho. Os sinos da Basílica tocaram em horário impróprio, com certeza algum insigne da igreja teria morrido. Foi então que, repentinamente, entraram em minha sala três pessoas com roupas e jalecos brancos, juntamente com três oficiais de justiça.                 - Signore? Dirigiu-se a mulher que liderava o grupo.                 -Sí. Res…