18 setembro 2013

EXERCÍCIOS DE ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

























01. Na frase: "Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe", a oração destacada é:

a) subordinada substantiva objetiva indireta

b) subordinada substantiva completiva nominal

c) subordinada substantiva predicativa

d) coordenada sindética conclusiva

e) coordenada sindética explicativa



02. A segunda oração do período? "Não sei no que pensas", é classificada como:

a) substantiva objetiva direta

b) substantiva completiva nominal

c) coordenada sindética adversativa

d) coordenada sindética explicativa

e) substantiva objetiva indireta



03. Lembro-me de que ele só usava camisas brancas." A oração sublinhada é:

a) subordinada substantiva completiva nominal

b) subordinada substantiva objetiva indireta

c) subordinada substantiva predicativa

d) subordinada substantiva subjetiva

e) subordinada substantiva objetiva direta



04. Na frase “As imagens de satélite revelam que quase 40% dessa devastação foi realizada nos últimos vinte anos”, a oração sublinhada pode ser classificada como oração:
(A) subjetiva
(B) completiva nominal
(C) objetiva indireta
(D) predicativa
(E) objetiva direta

05. Em "É possível que comunicassem sobre políticos", a segunda oração é:

a) subordinada substantiva subjetiva

b) subordinada substantiva predicativa

c) subordinada substantiva objetiva indireta

d) subordinada substantiva completiva nominal

e) subordinada substantiva objetiva direta



06. I - Mário estudou muito e foi reprovado!

      II - Mário estudou muito e foi aprovado.

Em I e II, a conjunção e tem, respectivamente, valor:

a) aditivo e conclusivo

b) adversativo e aditivo

c) aditivo e aditivo

d) adversativo e conclusivo

e) aditivo e adversativo



07. A classificação da oração grifada está incorreta em todas as opções, exceto em:

a) Ela sabia que ele estava fazendo o certo - subordinada substantiva objetiva indireta.

b) Era imprevisível que ele ficava assim tão perto de uma mulher - subordinada substantiva predicativa.

c) Mas não estava neles modificar um namoro que nascera difícil, cercado, travado. - subordinada substantiva completiva nominal.

d) O momento foi tão intenso que ele teve medo - subordinada substantiva apositiva.

e) Solta que você está me machucando - coordenada sindética explicativa.



08. "Os homens sempre se esquecem de que somos todos mortais." A oração destacada é:
a) substantiva completiva nominal
 

b) substantiva objetiva indireta
c) substantiva predicativa
d) substantiva objetiva direta
e) substantiva subjetiva



09. Nos trechos:
"... não é possível
que a notícia da morte me deixasse alguma tranquilidade, alívio, e um ou dois minutos de prazer" e "Digo-vos que as lágrimas eram verdadeiras", a palavra "que" está introduzindo, respectivamente, orações: 


a) subordinada substantiva subjetiva - subordinada substantiva objetiva  direta
b) subordinada substantiva objetiva direta - subordinada substantiva objetiva direta
c) subordinada substantiva subjetiva - subordinada substantiva subjetiva
d) subordinada substantiva completiva nominal - subordinada adjetiva explicativa
e) subordinada adjetiva explicativa - subordinada substantiva predicativa.



10. Na frase: “Suponho que nunca teriam visto um homem brancao”, a oração subordinada é:
a) substantiva objetiva direta
b) substantiva completiva nominal
c) substantiva predicativa
d) substantiva apositiva
e) substantiva subjetiva



11. Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira e assinale a sequência correta:

(1) oração subordinada objetiva direta
(2) oração subordinada completiva nominal
(3) oração subordinada objetiva indireta
(4) oração subordinada subjetiva
(5) oração subordinada predicativa

(    ) Ninguém desconfiava de que as decisões já estavam tomadas.
(   ) Chegamos à conclusão de que nosso passeio não acontecerá.
(   ) O problema é que não confio em você.
(   ) O barulho constante não permite que os moradores vivam tranquilos.
(   ) Decidiram-se que as novas mercadorias teriam um novo valor.



a) 1-2-3-4-5

b) 5-4-3-2-1

c) 3-2-5-1-4

d) 2-1-5-4-3

e) 4-3-2-5-1



12. Não é dado ao ser humano conhecer toda a extensão da sua ignorância, o que, em tese, lhe poupa o perigo do desânimo.

A oração destacada no período anterior classifica-se como:



a) subordinada substantiva predicativa.

b) subordinada substantiva objetiva indireta.

c) subordinada substantiva subjetiva.

d) subordinada substantiva objetiva direta.

e) subordinada substantiva completiva nominal.



13. Na frase " Argumentei que não é justo que o padeiro ganhe festas" as orações introduzidas pela conjunção QUE são respectivamente :



a) Ambas subordinadas substantivas objetivas diretas

b) Ambas subordinadas subjetivas

c) Subordinada substantiva objetiva direta e subordinada

substantiva subjetiva.

d) Subordinada objetiva direta e coordenada assindética .

e) Subordinada substantiva objetiva e subordinada

substantiva predicativa.



14. Não se classificou adequadamente a oração subordinada substantiva na alternativa:


a) Tinha certeza de que ele me amava. (completiva nominal)
b) Dei-lhe um conselho: que não fosse embora. (apositiva)
c) Lembrei-me de que ele não presta. ( objetiva indireta
d) Ninguém sabe se voltará ao Brasil. ( objetiva direta )
e) O povo estava esperançoso de que a nova medida econômica amenizasse os seus problemas. ( objetiva indireta)


15. “A verdade é que todos estavam extasiados e certos de que não há prazeres no mundo.
As orações destacadas são, respectivamente, subordinadas substantivas:


a) predicativa e completiva nominal.
b) completiva nominal e predicativa.
c) predicativa e objetiva indireta.
d) subjetiva e completiva nominal.
e) predicativa e objetiva indireta.

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GABARITO:

1B - 2A - 3B - 4E - 5A - 6D - 7E - 8B - 
9A - 10A - 11C - 12C - 13C -14E -15A  

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17 setembro 2013

PARÁFRASE

































Foi para vós que ontem colhi, senhora,
Este ramo de flores que ora envio.
Não o houvesse colhido e o vento e o frio
Tê-las-iam crestado antes da aurora.

Meditai nesse exemplo, que se agora
Não sei mais do que o vosso outro macio
Rosto nem boca de melhor feitio,
A tudo a idade enfeia sem demora.

Senhora, o tempo foge... o tempo foge...
Com pouco morreremos e amanhã
Já não seremos o que somos hoje...

Porque é que o vosso coração hesita?
O tempo foge... A vida é breve e é vã...
Por isso, amai-me... enquanto sois bonita.




Pierre de Ronsard (1524-1585)     Tradução: Manuel Bandeira

A CRIANÇA QUE FUI CHORA NA ESTRADA








 

























A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.


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                     (FERNANDO PESSOA)

O CORVO (EDGAR ALLAN POE)




















Numa meia-noite cava, quando, exausto, eu meditava
Nuns estranhos, velhos livros de doutrinas ancestrais
E já quase adormecia, percebi que alguém batia
Num soar que mal se ouvia, leve e lento, em meus portais.
Disse a mim: "É um visitante que ora bate em meus portais´-
É só isto, e nada mais."

 
Ah! tão claro que eu me lembro! Era um frio e atroz dezembro
E as chamas no chão, morrendo, davam sombras fantasmais,
E eu sonhava logo o alvor e pra acabar com a minha dor
Lia em vão, lembrando o amor desta de dons angelicais
A qual chamam Leonora as legiões angelicais,
Mas que aqui não chamam mais.

 
E um sussurro triste e langue nas cortinas cor de sangue
Assustou-me com tremores nunca vistos tão reais,
E ao meu peito que batia eu mesmo em pé me repetia:
"É somente, em noite fria, um visitante aos meus portais
Que, tardio, pede entrada assim batendo aos meus portais.
É só isto, e nada mais.

 
Neste instante a minha alma fez-se forte e ganhou calma
E "Senhor" disse, ou "Senhora, perdoai se me aguardais,
Que eu já ia adormecendo quando viestes cá batendo,
Tão de leve assim fazendo, assim fazendo em meus portais
Que eu pensei que não ouvira" - e abri bem largo os meus portais: -
Treva intensa, e nada mais.

 
Longamente a noite olhei e estarrecido me encontrei,
E assustado, tive sonhos que ninguém sonhou iguais,
Mas total era o deserto e ser nenhum havia perto
Quando um nome, único e certo, sussurrei entre meus ais -
- "Leonora" - esta palavra - e o eco a repôs entre meus ais.
E isto é tudo, e nada mais.


Trecho de “O Corvo”, de Edgar Allan Poe.
Tradução de Alexei Bueno.

O PARADOXO DO NOSSO TEMPO



 













Bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar nosso vizinho.

Conquistamos o espaço sideral, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e, não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do fast-food e da digestão lenta; do homem grande, mas de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Esta é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Esta é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas mágicas.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Armários cheios e corações vazios.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer eu te amo à sua esposa e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.   HOJE!...

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                                                  (George Carlin )

11 setembro 2013

O PORQUÊ DA MALDADE

 

 

"É difícil não fazer o mal porque é muito fácil fazê-lo!"

                                               (Maurício Palmeira)

PATOLOGIA MURINA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 






 


"PARA O RATO, A PATOLOGIA 

MAIS TERRÍVEL É A CLAUSTROFOBIA."


                     (Maurício Palmeira)

01 setembro 2013

MODULAÇÕES DO TEMPO

                








                 









               Estava eu escrevendo o último artigo para o jornal italiano “Roma Locuta”, com o intuito de, no fim da tarde, enviá-lo para edição. Lembro-me de que estava sozinho e que, em algum instante, ouvi um barulho. O relógio marcava dezessete e vinte e cinco. Conseguia enxergar as horas por minha janela em uma das torres da Basílica de São João de Latrão. A casa de edição e impressão ficava logo ao lado de meu escritório. O artigo que escrevia tratava de avanços tecnológicos no ramo da Física, como o Boson de Higgs, e eu deveria entregá-lo às dezessete e quarenta e cinco. Para concluir meu artigo, sentei-me novamente e dei continuidade ao meu trabalho. Os sinos da Basílica tocaram em horário impróprio, com certeza algum insigne da igreja teria morrido. Foi então que, repentinamente, entraram em minha sala três pessoas com roupas e jalecos brancos, juntamente com três oficiais de justiça.
                - Signore? Dirigiu-se a mulher que liderava o grupo.
                -Sí. Respondi.
                -Siamo qui perché devi venire con Il nostro gruppo.
                Sem chance de resposta, levaram-me, em um carro convencional, para uma usina de testes com partículas atômicas, cujo foco de estudos era o controle do tempo. Explicaram-me que necessitavam de alguém que conhecesse profundamente sobre este assunto. Eu não sabia por que um professor, físico aposentado, iria somar nesta pesquisa.
                -Come si chiama?
                - Io mi chiamo Pietro Giovanni.
                Soube que me encontraram mesmo sem saber meu nome, visto que meus companheiros de faculdade, antes de morrerem, deram a eles o meu endereço.
                Iniciavam no mesmo dia o último teste com o novo aparelho o “Times S3”. Não poderia acontecer nada de errado desta vez, pois, do contrário, colocaríamos em risco nossas vidas, como o fizeram meus infelizes amigos. Poderia até mesmo trazer risco a toda a cidade pois havia a possibilidade de uma explosão nuclear.
                Com uma tarde de estudos, finalmente, terminamos, e , para o teste de controle de tempo, uma pessoa se dispôs a sofrer as consequências do teste: eu.
                Entrei no compartimento para o primeiro teste, após um ano da tentativa funesta em que meus amigos morreram. Com equipamento avançado, tivemos a possibilidade de escolher por quanto tempo e aonde queríamos ir. Decidimos que entraríamos no período onde Galileu praticava seus experimentos e pelos quais sofrera as acusações que quase lhe custaram a vida. Tudo configurado e se deu início ao processo de fragmentação do tempo. Neste instante uma falha acontece e põe todos em grande risco, porque a tal falha iria fazer com que o reator explodisse, pois, para voltar tanto no tempo, foi preciso uma grande fragmentação. Para que eu não viesse a acabar tragicamente, como em um ano antes, tomo a decisão de  retroceder apenas cinco anos no tempo, uma capacidade de fragmentação possível para o reator e crucial para salvar nossas vidas.
               Assim,  quando este dia tornou a chegar, fiz o possível para não causarmos nenhuma catástrofe e, finalmente conseguimos retificar esta proeza. Nossos trabalhos não foram reconhecidos. Ainda dou aulas, e os pesquisadores nem sequer me conhecem. Apenas eu, inexplicavelmente, consigo lembrar o fato ocorrido, ou melhor, não ocorrido.


(Cristiano Gonçalves Alano, 1º ano C -  Colégio dos Santos Anjos)