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Mostrando postagens de Outubro, 2011

QUARTETO PARANOMÁSICO

"A DIVA QUE PARTE LINDA EM SEU PORTE.
A VIDA, QUE TARDE FINDA, É SORTE. A IDA  QUE ARDE  AINDA  EM FEL FORTE.  
A LIDA,  DE  MARTE VINDA, É MORTE."



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O Pagador de Promessas (Dias Gomes)

RESUMO DA OBRA

Trata-se de um texto escrito para teatro, ou seja, para ser levado ao palco, ser encenado. A peça é dividida em três atos, sendo que os dois primeiros ainda são subdivididos em dois quadros cada um. Após a apresentação dos personagens, o primeiro ato mostra a chegada do protagonista Zé do Burro e sua mulher Rosa, vindos do interior, a uma igreja de Salvador e termina com a negativa do padre em permitir o cumprimento da promessa feita. O segundo ato traz o aparecimento de diversos novos personagens, todos envolvidos na questão do cumprimento ou não da promessa e vai até uma nova negativa do padre, o que ocasiona, desta vez, explosão colérica em Zé do Burro. O terceiro ato é onde as ações recrudescem, as incompreensões vão ao limite e se verifica o dramático desfecho. A ação da peça tem início nas primeiras horas da manhã (4 e meia), numa praça, em frente a uma igreja, em Salvador. O personagem denominado Zé do Burro carrega uma cruz e se aloja na frente da igreja. A seu la…

Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida

      Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, é obra que se destaca do contexto literário romântico brasileiro. Publicado em folhetim de junho de 1852 até julho de 1853, depois em dois volumes, um em dezembro de 1854, outro em janeiro de 1855, esse romance sofre o silêncio da crítica. A primeira justificativa para tal atitude está no fato de sua narrativa não apresentar elementos que atendam ao gosto do público burguês da época, não só no tom, que é escrachado, irônico, mas também na história apresentada e no tipo de personagem que a interpreta.      O desvio aos padrões românticos já se percebe pela origem do protagonista, filho de uma pisadela e de um beliscão – estranha forma de cortejo entre seu pai (Leonardo Pataca) e sua mãe (Maria Saloia) que garantiu a atribulada união do casal. Nasce daí Leonardinho, que já de bebê mostra-se um tormento, com sua capacidade de chorar uma oitava acima do normal. Na infância, a melhor definição para seu comportamento é …

Resumo do livro Inocência - Visconde de Taunay

1 - O REGIONALISMO DE VISCONDE DE TAUNAY          Foi um dos primeiros prosadores brasileiros a emprestar a linguagem coloquial regional em suas obras.          Taunay tinha um agudo senso de observação e análise, aliado a uma vivência riquíssima da paisagem e da História do Brasil.          Foi um ator não denominado pelo sentimentalismo, que soube conjugar as características fundamentais da estética romântica com grande acuidade na construção de tipos e na descrição das paisagens brasileiras. Focalizou os usos e costumes do interior do pais, em narrativas pitorescas.          É notável como o narrador nos apresenta o choque de duas concepções de mundo extremamente diversas. Pereira, homem do sertão, preso a padrões estritos de comportamento, mantém sua bela filha Inocência reclusa. 
2. EM INOCÊNCIA:

         1. Taunay conta com franqueza seu relacionamento com uma jovem que conheceu no Mato Grosso, a partir dai percebemos a origem mais íntima da personagem-título de lnocência, protót…

Livros exigidos nos vestibulares

UFSC 2012

Inocência Visconde de Taunay Memórias de um Sargento de Milícias Manuel Antônio de Almeida. O Pagador de Promessas Dias Gomes AMRIK Ana Miranda Jorge, um brasileiro Oswaldo França Júnior. Viagem & Vaga Música Cecília Meireles A Cidade Ilhada Milton Hatoun Treze Cascaes Adolfo Boss e Outros

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POESIA CONTEMPORÂNEA

Adélia Prado
Adélia Luzia Prado Freitas nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro de 1935, Sua estréia individual acontece em 1976, com Bagagem, livro que chama a atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo. Em 1978 escreve O Coração Disparado, com o qual conquista o Prêmio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, de São Paulo. Nos dois anos seguintes, dedica-se à prosa, com Solte os Cachorros (1979) e Cacos para um Vitral (1980). Volta à poesia em 1981, com Terra de Santa Cruz. Em seguida, publica Componentes da Banda (1984), O Pelicano (1987) e O Homem da Mão Seca (1994) . Seus dois últimos livros, lançados em 1999, são o romance Manuscrito de Felipa e o livro de poemas Oráculos de Maio.
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Com Licença Poética


Quando eu nasci, um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
_ Vai carregar bandeira!
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisa…

POESIA CONTEMPORÂNEA

Poesia marginal
Paulo Leminski
Paulo Leminski Filho, nascido em Curitiba, Paraná, em 1944 (34 de agosto, Virgo). Mestiço de polaca com negro, sempre viveu no Paraná (infância no interior de Santa Catarina). Publicou: Catatau (prosa experimental;, em 1976, Curitiba, ed. do autor. Não Fosse Isso e Era Menos / Não Fosse Tanto e Era Quase e Polonaise (poemas,1980). Faixa-preta e professor de judô, viveu em Curitiba com a poeta Alice Ruiz, com a qual teve duas filhas. Morreu no dia 7 de junho de 1989.
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DISTÂNCIAS MÍNIMAS
um texto morcego se guia por ecos um texto texto cego um eco anti anti anti antigo um grito na parede rede rede volta verde verde verde com mim com com consigo ouvir é ver se se se se se ou se se me lhe te sigo?
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DESENCONTRÁRIOS
Mandei a palavra rimar, ela não me obedeceu. Falou em mar, em céu, em rosa, em grego, em silêncio, em prosa. Parecia fora de si, a sílaba silenciosa. Mandei a frase sonhar, e ela se foi num labirinto. Fazer poesia, eu sint…

FÁBULA MODERNA

O ratinho estava na toca, encurralado pelo gato, que, do lado de fora, miava:
- MIAU, MIAU, MIAU.
O tempo passava e ele ouvia:
- MIAU, MIAU, MIAU.
Depois de várias horas e já com muita fome o rato ouviu:
- AU! AU! AU!
Então deduziu: Se há cão lá fora, o gato foi embora.
Saiu disparado em busca de comida.
Nem bem saiu da toca, o gato NHAC!
Inconformado, já na boca do gato perguntou:
- Maldição, gato! Que droga é esta?
E o gato respondeu:
- Meu filho, neste mundo globalizado de hoje, quem não fala pelo menos dois idiomas morre à fome!

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