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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

PECADOS DA LÍNGUA

Acerca de - a cerca de - há cerca de
As expressões existem em nossa língua e estão absolutamente corretas. A confusão surge no momento de usá-las, por serem casos distintos. 

Acerca de é uma locução prepositiva e significa a respeito de, sobre... 
Exemplo: O ex-patrão deu boas referências acerca de Pedro.

A cerca de é, na verdade, locução mais sintética: cerca de. "Cerca de dez pessoas ficaram soterradas à noite, quando a barreira deslizou." O a é preposição e uma contingência regencial:
Exemplo:Pedi a cerca de dez jornalistas que ficassem atentos às últimas notícias.
Tem valor de aproximadamente, perto de, mais ou menos.

Há cerca de nada mais é do que a locução prepositiva antecedente, acompanhada do verbo haver na acepção de tempo decorrido.
Exemplo:As aulas recomeçaram há cerca de duas semanas.


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QUE NUNCA HAJA" MENAS PERCAS."

Nunca diga "menas" nem "perca"

Alguns erros de português provocam estragos devastadores na imagem do falante. Entre os mais graves estão o uso equivocado de duas palavras que ainda confundem muita gente. Nunca, mas nunca mesmo, diga "menas" ou use "perca" como substantivo.

Menas - Apague essa palavra de seu dicionário. "Menas" não existe. O correto é "menos", mesmo que a palavra seguinte venha no feminino: menos escolas, menos pobreza, menos denúncias de corrupção, menos falhas.

Perca - Nunca utilize "perca" como substantivo, no sentido contrário de "ganho". O certo é "perda": perda de material, perda de poder aquisitivo, perda de memória, perda de peso. "Perca" é verbo (sentido contrário de encontrar): não se perca de mim, não perca credibilidade falando errado.


*Esperemos que agora haja menos perdas no uso vernáculo!



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SUPERCERTO

Embora seja frequente, em anúncios publicitários, a  escrita do prefixo super separado do termo o qual 
qualifica, o correto é que,  como prefixo, seja escrito 
junto à palavra seguinte  (superoferta, por exemplo). 
Exceções: o prefixo super só será separado diante de palavras iniciadas por h ou r: super-homem, super-rápido.
"Uma superdica par se ficar superatento."

OS PECADOS DA LÍNGUA

Nunca diga
Muito cuidado com alguns erros bastante comuns. Morda a língua a tempo e nunca diga:
1. "Fazem" dez anos. Fazer, no sentido de tempo, é impessoal e não varia. O certo é Faz dez anos.
2. "Houveram" muitos casos. Haver, no sentido de "existir", também é invariável: Houve muitos casos é o certo.
3. Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. O certo é : Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL

A colocação do pronome em relação ao verbo pode ser classificada em;
- próclise: antes do verbo  (Nada se perde.)
- mesóclise: no meio do verbo  (Dirigir-lhe-emos a palavra.)
- ênclise: depois do verbo  (Fugiram-nos as palavras.)
A regra geral diz que se deve colocar o pronome enclítico, desde que não haja fator de próclise ou seja um dos futuros do indicativo, com atenção aos casos especiais . São fatores de próclise:
- oração negativa, desde que não haja pausa entre o verbo e as palavras de negação. a) Ninguém se mexe. b) Nada me abala.
Se a palavra negativa preceder um infinitivo não-flexionado, é possível a ênclise: Calei para não magoá-lo.
- frases exclamativas (começadas por palavras exclamativas) e optativas (desejo). a) Deus te guie! b) Quanto sangue se derramou inutilmente!
- conjunção subordinativa. a) Preciso de que me responda algo. b) O homem produz pouco, quando se alimenta mal.

QUADRO SOBRE O USO DO HÍFEN EM PALAVRAS COMPOSTAS.

PALAVAS COMPOSTAS ELEMENTOS OU
PALAVRAS
REGRAS EXEMPLOS OBSERVAÇÕES;
SAIBA MAIS
Compostas comuns 1. Usa-se hífen nas palavras compostas comuns, sem preposições, quando o primeiro elemento for substantivo, adjetivo, verbo ou numeral. Amor-perfeito,
boa-fé,
guarda-noturno,
guarda-chuva,
criado-mudo,
decreto-lei.
A) Formas adjetivas como afro, luso, anglo, latino não se ligam por hífen:
afrodescendente, eurocêntrico,
lusofobia,
eurocomunista
.
B) Mas com adjetivos pátrios (de identidade), usa-se o hífen:
afro-americano,
latino-americano,
indo-europeu,
ítalo-brasileira,
anglo-saxão
.
C) Se a noção de composição desapareceu com o tempo, deve-se unir o composto sem hífen:
pontapé,
madressilva,
girassol,
paraquedas,
paraquedismo
(perdida a noção do verbo parar);
mandachuva (perdida a noção do verbo mandar).
D) Demais casos com para e manda usam hífen:
para-brisa,
para-choque
(sem acento no para);
manda-tudo,
manda-lua
.
E) Compostos com elementos repetidos também levam hífen:
tico…

FALANDO DIFÍCIL

PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS

Considerações Iniciais

PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas a partir de outras.
Exemplo: pedra, casa, paz, etc.
PALAVRAS DERIVADAS – palavras que são formadas a partir de outras já existentes.
Exemplo: pedrada (derivada de pedra), ferreiro (derivada de ferro).
PALAVRAS SIMPLES – são aquelas que possuem apenas um radical.
Exemplo: cidade, casa, pedra.
PALAVRAS COMPOSTAS - são palavras que apresentam dois ou mais radicais.
Exemplo: pé de moleque, pernilongo, guarda-chuva.
Na língua portuguesa existem dois processos de formação de novas palavras: derivação e composição.
DERIVAÇÃO
É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). Podem ocorrer das seguintes maneiras:
Prefixal; Sufixal; Parassintética; Regressiva; Imprópria.
PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical.
Exemplo: desfazer, inútil. Vejamos alguns prefixos latinos e gregos mais utilizados:
PREFIXO LATINO PREFIXO GR…