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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

ESTRUTURA DAS PALAVRAS

As palavras são subdivididas em partes menores, chamadas de elementos mórficos.
Exemplo: gatinho – gat + inho Infelizmente – in + feliz + mente
ELEMENTOS MÓRFICOS
Os elementos mórficos são:
Radical; Vogal temática; Tema; Desinência; Afixo; Vogais e consoantes de ligação.
RADICAL
O significado básico da palavra está contido nesse elemento; a ele são acrescentados outros elementos.
Exemplo: pedra, pedreiro, pedrinha.
VOGAL TEMÁTICA
Tem como função preparar o radical para ser acrescido pelas desinências e também indicar a conjugação a que o verbo pertence.
Exemplo: cantar, vender, partir.
OBSERVAÇÃO:
Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática.
Exemplo: parto (radical + desinência)
TEMA
É o radical com a presença da vogal temática.
Exemplo: choro, canta.
DESINÊNCIAS
São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas em:
DESINÊNCIAS NOMINAIS; DESINÊNCIAS VERBAIS.
DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. As desinências de gêne…

SUJEITO

SUJEITO - Termo da oração a respeito do qual se diz algo. Seu núcleo (palavra mais importante) pode ser um substantivo, pronome ou palavra substantivada.

Ex.: Os pais da jovem relutaram ao ver seu namorado.
Sujeito  -  Os pai da jovem 
Núcleo do sujeito: pais (substantivo)


Tipos de sujeito

Simples
Composto
Oculto (elíptico ou desinencial)
Indeterminado
oração sem sujeito (inexistente)

Sujeito Simples

Aquele que possui apenas um núcleo.

Ex.: " A dúvida é o principio da sabedoria." 
Núcleo: dúvida

Sujeito Composto

Aquele que possui mais de um núcleo.

Ex.: O amor e a Lua, quando não crescem, minguam.
Núcleos: amor, Lua


Sujeito oculto, (elíptico ou desinencial)

Aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.

Ex.: "Só sei que nada sei"

Apesar de o sujeito não estar expresso, pode ser identificado nas duas orações: (eu).

Sujeito indeterminado

Aquele que não se quer ou não se pode identificar.

Ex.: Às vezes, vive-se mel…

CRÔNICA

Outro você - Luís Fernando Veríssimo      E dizem que rola um texto na internet com minha assinatura baixando o pau no “Big Brother Brasil”.Não fui eu que escrevi.Não poderia escrever nada sobre o “Big Brother Brasil”, a favor ou contra, porque sou um dos três ou quatro brasileiros que nunca o acompanharam.    O pouco que vi do programa, de passagem, zapeando entre canais, só me deixou perplexo: o que, afinal, atraía tanto as pessoas — além do voyeurismo natural da espécie — numa jaula de gente em exibição?   Falha minha, sem dúvida. Se prestasse mais atenção talvez descobrisse o valor sociológico que, como já ouvi dizerem, redime o programa e explica seu fascínio. Pode ser. Os “Big Brothers” e similares fazem sucesso no mundo todo. Provavelmente eu e os outros três ou quatro resistentes apenas não pegamos o espírito da coisa.    Também me dizem que, além de textos meus que nunca escrevi (como textos igualmente apócrifos do Jabor, da Martha Medeiros e até do Jor…

CRÔNICA ATRIBUÍDA A LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE. Veja como Pedro Bial tratou os participa…

A IMPORTÂNCIA DA PONTUAÇÃO

O Mistério da Herança

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Dono de uma grande fortuna, não teve tempo de fazer o seu testamento. Lembrou, nos momentos finais, que precisava fazer isso. Pediu, então, papel e caneta. Só que, com a ansiedade em que estava para deixar tudo resolvido, acabou complicando ainda mais a situação, pois deixou um testamento sem nenhuma pontuação. Escreveu assim:
"Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres."
Morreu, antes de fazer a pontuação.
O sobrinho, interessado na herança, fez a seguinte pontuação:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres."
A irmã, também de olho na herança, chegou em seguida. Pontuou assim o escrito :
"Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres."
O padeiro, percebendo a oportunidade, aplicou a seguinte pontuação…

FÁBULA

Fábulas Fabulosas
Tanto duvidaram dele, da teoria daquele jovem gênio musical, que ele resolveu provar pra si mesmo, empiricamente, a teoria de que não existem animais selvagens. Que os animais são tão ou mais sensíveis do que os seres humanos. E que são sensíveis sobretudo ao envolvimento da música, quando esta é competentemente interpretada. Por isso, uma noite, esgueirou-se sozinho pra dentro do Jardim Zoológico da cidade e, silenciosamente, se aproximou da jaula dos orangotangos. Começou a tocar baixinho, bem suave, a sua magnífica flauta doce, ao mesmo tempo em que abria a porta da jaula. Os macacões quase que não pestanejaram. Se moveram devagarinho, fascinados, apenas pra se aproximar mais do músico e do som. O músico continuou as volutas de sua fantasia musical enquanto abria a jaula dos leões. Os leões, também hipnotizados, foram saindo, pé ante pé, com respeito que só têm os grandes aficionados da música. E assim a flauta continuou soando no meio da noite, mágica e sedutora, …

CRÔNICA

A tribo que mais cresce entre nós
A nova tribo dos micreiros cresceu tanto que talvez já não seja apenas mais uma tribo, mas uma nação, embora a linguagem fechada e o fanatismo com que se dedicam ao seu objeto de culto sejam quase de uma seita. São adoradores que têm com o computador uma relação semelhante à do homem primitivo com o totem e o fogo. Passam horas sentados, com o olhar fixo num espaço luminoso de algumas polegadas, trocando não só o dia pela noite, como o mundo pela realidade virtual. Sua linguagem lembra a dos funkeiros em quantidade de importações vocabulares adulteradas, porém é mais ágil e rica, talvez a mais rápida das tribos urbanas modernas. Dança quem não souber o que é BBS, modem, interface, configuração, acessar e assim por diante. Alguns termos são neologismos e, outros, recriações semânticas de velhos significados, como janela, sistema, ícone, maximizar. No começo da informatização das redações de jornal, houve um divertido mal-entendido quando uma jovem repórter …

PECADOS DA LÍNGUA

O adjetivo “final” evoca a despedida no fim do expediente às sextas: “Bom final de semana!”. Melhor seria desejar “bom fim semana”. “Final” é originalmente adjetivo e acompanha substantivo. É algo que pertence à última parte, equivalente ao fim em várias situações. Na conclusão de um evento: “o caso teve final doloroso”. No desenrolar de uma obra: “o final da peça foi trágico”. E na última disputa em competições: “o jogo final foi empolgante”. Segundo o dicionário Aurélio, a locução “fim de semana” é “o tempo decorrido, em geral, entre a noite de sexta-feira e a manhã de segunda, aproveitado para o descanso e o lazer”. Corresponde ao inglês weekend. Essa forma também é a recomendada por manuais de redação. Alguns sábios lembrarão que o povo faz a língua e que o costume atropela normas e racionalidades estreitas. De modo que, se continuarem insistindo em dizer “bom final de semana”, como fazem, por exemplo, muitos âncoras de noticiosos, a expressão se firmará e, no fim, ning…

CRÔNICA

A Regreção da Redassão
Semana passada recebi um telefonema de uma senhora que me deixou surpreso. Pedia encarecidamente que ensinasse seu filho a escrever. ─ Mas, minha senhora ─ desculpei-me ─, eu não sou professor. ─ Eu sei. Por isso mesmo. Os professores não têm conseguido muito. ─ A culpa não é deles. A falha é do ensino. ─ Pode ser, mas gostaria que o senhor ensinasse o menino. O senhor escreve muito bem. ─ Obrigado ─ agradeci ─, mas não acredite muito nisso. Não coloco vírgulas e nunca sei onde botar os acentos. A senhora precisa ver o trabalho que dou ao revisor. ─ Não faz mal ─ insistiu ─, o senhor vem e traz um revisor. ─ Não dá, minha senhora ─ tornei a me desculpar ─, eu não tenho o menor jeito com crianças. ─ E quem falou em crianças? Meu filho tem 17 anos. Comentei o fato com um professor, meu amigo, que me respondeu: "Você não deve se assustar, o estudante brasileiro não sabe escrever". No dia seguinte, ouvi de outro educador: "O estudante brasileiro não sabe escrev…

CARTA

Apelo
Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho. Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença e todas as aflições do dia, como a última luz na varanda. E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, …