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Mostrando postagens de Agosto, 2015

SOBRE O BEM

E se todas as pessoas de bens fossem 
pessoas do bem?!

SOBRE A VIDA

De fato, não há nenhuma relação entre estar bem de vida e estar de bem com a vida.

TRATADO GERAL DAS GRANDEZAS DO ÍNFIMO

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.

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(Manoel de Barros)

QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história.
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(Carlos Drummond de Andrade)

CANÇÃO FINAL

Oh! se te amei, e quanto!
Mas não foi tanto assim.
Até os deuses claudicam
em nugas de aritmética.
Meço o passado com régua
de exagerar as distâncias.
Tudo tão triste, e o mais triste
é não ter tristeza alguma.
É não venerar os códigos
de acasalar e sofrer.
É viver tempo de sobra
sem que me sobre miragem.
Agora vou-me. Ou me vão?
Ou é vão ir ou não ir?
Oh! se te amei, e quanto,
quer dizer, nem tanto assim.

(Carlos Drummond de Andrade)
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AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.


                        (Carlos Drummond de Andrade)


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SONETO DE DEVOÇÃO

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! — uma cadela
Talvez... — mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!                                  (VINICIUS DE MORAES) 
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PRESSÁGIO

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar...


(FERNANDO PESSOA)


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REDAÇÃO FINALISTA – PRÊMIO JOVEM AUTOR - 2015

Nós vivemos em sociedade, em grupos, com os quais desenvolvemos laços e realizamos atitudes. Mesmo independentes, nossos atos geram consequências para o todo ou parte deles. Nossas relações progridem, em determinados momentos, em prol de algo maior do que apenas nos mesmos, sendo a partir disso que conseguimos criar a sociedade de hoje.                 Vivemos imersos em um ambiente que fornece a cada minuto opiniões, deveres e características. Somos formados, de certo modo, pela mistura desses fatos. Conforme crescemos e desenvolvemos nossas próprias particularidades, aprendemos a filtrar as informações que recebemos, passando a ter maior influência. Aprendemos, de fato, o que significa sustentabilidade.                 Mais do que nunca, essa palavra está presente no vocabulário brasileiro. Quando pensamos em sustentabilidade, prontamente imaginamos o meio ambiente, sendo essa apenas uma de todas as ideias associáveis possíveis. Dezesseis letras e u…

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

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20 EXERCÍCIOS - TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO

EXERCÍCIOS GERAIS
01 - A análise sintática é definida pela relação que se estabelece entre palavras ou grupos de palavras dentro de um contexto. Relacione a 2ª coluna de acordo com a 1ª, observando a correta classificação dos termos destacados. A seguir, assinale a alternativa CORRETA: 1. Objeto direto preposicionado 2. Objeto indireto 3. Complemento nominal 4. Agente da passiva (    ) “ A geração passada é sempre criticada pela próxima.” (    ) “ Para muitos a casa própria é a realização de um sonho.” (    ) “ A violência é um mal que atinge a todos.” (    ) “... Aponte-me um indivíduo que não necessite de carinho.” A) 3, 4, 2, 1 B) 1, 3, 2, 4 C) 2, 1, 4, 3 D) 4, 3, 1, 2 E) 4, 2, 3, 1
02. Em: As ruas foram lavadas pela chuva / Tinha grande amor à humanidade / Ele é carente de virtudes. Os termos destacados são, respectivamente: A) complemento nominal, agente da passiva, complemento nominal B), agente da passiva, complemento nominal, objeto indireto C) objeto indireto, objeto direto p…