19 julho 2011

FONEMAS E LETRAS




  
















 FONÉTICA: FONEMAS E LETRAS

Um idioma pode manifestar-se de duas maneiras: falado ou escrito. O processo da fala utiliza determinados sons a que chamamos fonemas. Já o processo escrito serve-se das letras. Assim, a fala é um processo oral-auditivo e a escrita é um processo visual (ou táctil). Não se podem confundir os dois casos!

Fonemas

Tecnicamente, fonemas são sinais sonoros, mínimos, distintivos entre dois vocábulos como se observa na pronúncia de pata, bata e lata, em que ocorrem os fonemas /p/, /b/ e /l/, respectivamente.
De uma forma menos teórica, é possível dizer que um fonema é um som mínimo que se agrega a outros para produzir uma palavra falada.

Letras

As letras são sinais gráficos, portanto não audíveis, que servem para representar os fonemas − sinais audíveis; uma vez que a escrita substitui a fala, embora com algumas desvantagens.

Classificação dos fonemas

1. Vogais: são pronunciados livremente, ou seja, não há interferência de nenhum órgão da cavidade bucal (dentes, língua, lábios). São naturais, da voz, propriamente dita, por isto vocais ou vocálicos.

Exemplos:

/a/ = América; /e/ = elétrica.

2. Consoantes: só podem ser emitidos quando há a interferência de algum elemento da boca (dentes, língua, lábios), ao serem pronunciados, somam-se aos fonemas /a/ ou /e/, por isto ditos consoantes (com + soantes).

Exemplos:
/b/ = beleza; /t/ = Teresa.

3. Semivogais: são fonemas intermediários, nem totalmente livres como os vogais), nem totalmente obstruídos (como os consonantais). Geralmente são o /w/ e o /y/, quando formam sílaba com os fonemas vogais. O fonema semivogal é sempre átono, quer dizer, pronunciado com menos intensidade que o vogal com o qual forma a sílaba.

Exemplos:

cau-te-la = /kaw/; rui-vo = /ruy/.

Nota: Não há letra vogal, essa classificação pertence ao fonema! A letra simplesmente representa um fonema que seja vogal, consoante ou semivogal. A representação universal do fonema utiliza o chamado alfabeto fonético internacional e sempre marca os elementos entre duas barras.

Encontros vocálicos

a) ditongo: Uma sílaba em que ocorre encontro de vogal com semivogal e vice-versa. Por isto o ditongo pode ser crescente (semivogal + vogal) ou decrescente (vogal + semivogal).

Exemplos:

á-gua; he-rói, en-can-tam.

Nota: Nunca se faz referência a “duas vogais na mesma sílaba”. O fonema vogal é o centro de toda sílaba. Os ditongos, assim como os tritongos, são inseparáveis na divisão silábica.

b) tritongo: É a ocorrência em que uma sílaba apresenta um fonema vogal ladeado por dois fonemas semivogais.

Exemplos:

Pa-ra-guai; en-xá-guam.
c) Hiato: Neste caso há duas sílabas contíguas, formadas, logicamente, por vogais.

Exemplos:

Ce-a-rá, co-o-pe-rar.

Dígrafos e dífonos: Existem casos em que se utilizam duas letras para representar um só fonema: são os dígrafos.  

Exemplos:

chuva /x/, an-jo /ã/, queijo /k/. Outros casos há em que ocorre o emprego de uma só letra, para representar dois fonemas. São chamados dífonos.

Exemplos:

tá-xi  /k/ /s/, com-ple-xo  /k/ /s/.

Encontros consonantais Neste caso, a sílaba se forma com o encontro de dois fonemas consoantes.

Exemplos:

pre-ço /p/ /r/, blo-co /b/ /l/.

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