10 fevereiro 2015

CHUVA

Vem, fica, molhe
esse chão quente, escaldante, delirante,
com o líquido sagrado!

Vem, não ameace
e passe sem deixar as marcas.
Precisamos tanto de uma gota, de chuvisco,
ou seja, da chuva
para acabar com as mágoas!

Líquido precioso, valioso,
que só sabe,
quando falta!
Decerto, riqueza, pureza, que nos acalma
sem a falta!

H20, tesouro, que virou moeda de troca,
da mais-valia à revelia,
do mundo da máquina!
Que nos caos do mundo emergente,
perdemos a mente,
diante da água!


                      MANOEL GUILHERME DE FREITAS. VEREDAS POÉTICAS, 2015.

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