15 julho 2011

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

 
















FUNÇÕES DA LINGUAGEM

Chamamos linguagem verbal à possibilidade que tem o Homem de processar comunicação através do uso de signos lingUísticos. É por meio de tais signos que remete a outrem uma mensagem, a qual, por sua vez, é portadora daquilo que ele (o emissor) pretende.
Na dependência dessa intenção ou pretensão é que se conforma a linguagem que, ora enfatiza o assunto, ora destaca o próprio emissor ou se volta para o receptor; expressa interesse no canal de comunicação, centraliza-se no próprio código ou vislumbra a possibilidade do jogo artístico. Desta forma, é possível destacar 6 (seis) funções da linguagem no texto.
Essas funções praticamente não ocorrem individualizadas, mas mesclam-se no conteúdo do texto. Vejamos:

1) FUNÇÃO REFERENCIAL
A mensagem é de natureza informativa, centrada no objeto ou no assunto de que trata. Procura deixar o receptor informado, ciente de fatos e ocorrências.

EXEMPLO:

“O Iraque prometeu ontem que vai revidar o bombardeio dos EUA e do Reino Unido, ocorridos próximo a Bagdá anteontem, que teriam matado dois civis e ferido mais de 20, de acordo com o Ministério de Saúde do país.” (Folha de S.Paulo, 18/02/01)

2) FUNÇÃO EMOTIVA OU EXPRESSIVA
A mensagem fica centrada no próprio emissor, expressando suas particularidades, paixões, sentimentos e pontos de vista.

EXEMPLOS:

 “Oh! Que saudades que tenho/Da aurora da minha vida,/Da minha infância querida/Que os anos não trazem mais!” (...) (Meus oito anos, Casimiro de Abreu)

“Quando eu nasci/um anjo louco muito louco/veio ler a minha mão/não era um anjo barroco/era um anjo muito louco, torto...” (Let’s play that. Torquato Neto)

3) FUNÇÃO CONATIVA OU PRESSIVA
Neste caso a mensagem é carregada de interesse sobre o receptor, já que pretende persuadi-lo, conquistá-lo para a aquisições de interesse do emissor. É a linguagem própria da propaganda comercial, dos sermões religiosos, das aulas argumentativas.

EXEMPLOS:

“Beba Coca-Cola.”; “Fumar é prejudicial à saúde.” “Toma jeito, menina!”

4. FUNÇÃO FÁTICA
Registra-se nos trechos em que o emissor pretende dar início a um processo de comunicação, esforça-se por manter tal processo e interessa-se em encerrá-lo.

EXEMPLOS:

Bom dia, senhores!; Olá, como vai você?; Não desliga, não, eu explico...; Vocês entenderam tudo?; Bem, até logo!

5. FUNÇÃO METALINGUÍSTICA
Aqui o emissor expressa-se a respeito da própria expressão; usa o código para referir-se ao próprio código. Apresentam a predominância dessa função as definições, conceitos etc.

EXEMPLO:

“A palavra Geografia é formada de dois radicais de origem grega.”; “Chama-se sujeito o termo com o qual o verbo concorda.”

6. FUNÇÃO POÉTICA
Caso em que o emissor usa o código de forma artística ou lúdica. O signo é material importante em si próprio. Poemas, romances, contos e algumas crônicas são produtos textuais em que está normalmente presente essa função.

EXEMPLO:

“beba coca cola
babe cola
beba coca
babe cola caco
caco
cola
c l o a c a”
(Décio Pignatari)

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