22 janeiro 2015

AUTORRETRATO
















Pediram-me, apenas por vã vingança,
Que lhes expusesse um retrato meu.
Logo eu que já me desfiz da pujança,
E que em breve serei pobre pigmeu.

E, dessa experiência singular,
Obtive uma valorosa lição:
Que não há mesmo beleza no olhar.
Ela se faz na febre da emoção!

Sim, percebem, claro, minha voz rouca,
Contemplam, hilários, os meus trejeitos.
Mas sabem que a pressão não se faz pouca.

Na missão de lhes passar os preceitos,
Duvida-se  que haja vida mais louca
Do que ensinar expondo seus defeitos!

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