14 novembro 2010

EXEMPLO DE DISSERTAÇÃO




Liberdade Carcerária

        O homem contemporâneo não vive mais à mercê da escravidão, nem a ele são negados  os direitos que fundamentam sua liberdade. Ainda assim, a sociedade moderna é incapaz de  tornar tangível a tão sonhada felicidade. Esse emblemático contrassenso  tem duas colunas de sustentação: a passividade coletiva e a evolução estratégica de alienação das massas.
      Sabe-se que, em tempos virtuais, não sobra ao indivíduo tempo real para a realização de todas as suas tarefas ou faltam--lhe critérios para a gestão das mesmas. Tanto é verdadeira a afirmação quanto é comum ouvir, entre lamentos e resmungos, os mesmos jargões de sempre: " Não tive tempo", " Não consegui terminar", "Não vou poder fazer isso", Não vai ser possível de novo". O pior de tudo isso é a sensação de "mea culpa" que se absorve inconscientemente, tornando possível e permissível toda e qualquer situação considerada, socialmente, inconveniente.
     Além  do comodismo, outro empecilho característico da atual estrutura global que impossibilita ao homem uma vida plena e equilibrada, diz respeito à nova forma de alienação social. É certo que no passado havia os grilhões que cingiam os punhos dos escravos. Havia, também, O Muro de Berlim. Hoje, já não se podem divisar as fronteiras da opressão das massas. Fala-se em liberdade de escolha, mas esquece-se que só se pode escolher entre aquilo que se encontra à disposição. Exemplificando, que liberdade tem alguém ao optar por um programa de televisão ou ao fazer valer seu direito ao voto eleitoral? Tudo que se Pode  fazer é escolher entre o ruim , o mau e o pior!
     A verdade é que o homem precisa, urgentemente, fazer a distinção entre prazer e felicidade, haja vista que é próprio desta geração a busca pelo prazer com a mesma intensidade com que desconhecem a felicidade, a qual tem sua medida no direito e acesso à liberdade, e, convém frisar, liberdade só tem valor quando vem acompanhada da capacidade de transcendência.

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