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02 maio 2018

POEMA INDECIFRÁVEL

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Oh, saudades
Do meu leito de repouso espontâneo
Que sustenta o peso
De desorientadas correntes
De ventos de palavras.

Com infeliz vivacidade,
Indesejada e repelida
O batedor retrai,
Ressequido,
De tanto transbordar.

Profundo incômodo agonizante,
Por toda extensão sofrido,
Que é cofre de sombras,
Inatingível o interior.

Põem-me de canto
As capas lubrificantes,
Quando delas faço necessidade
Para aumentar o balão de sofrimento

Ao contemplar o meu amor,
Dela faço posse 
Mortificado e longíquo,
Tamanho o grito surdo
Que ecoa do equilíbrio às pontas.

Mas traem-me as malditas!
Quando a saca cai pesada
Semicerram-se os faróis,
mas já não é possível sonhar!

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(Aluna Eduarda Ramos)

FIM DA JORNADA!!