07 fevereiro 2017

AMOR VERDADEIRO



Ele amava a esposa, mas sempre que bebia, jogava-a pela janela.

No dia seguinte, chorava suas desculpas.

Pingava suas lágrimas sobre as escoriações dos joelhos dela.

Quando venderam a casa e foram morar em um apartamento no vigésimo andar...

Ele largou da bebida!



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LIBERDADE













Com a farta liberdade que a vida lhe concedeu, ele pôde escolher todas as algemas que lhe prendiam a ela!

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05 fevereiro 2017

SUGESTÕES DE LEITURA


01. Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger
02. O Iluminado – Stephen King
03. Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley
04. Grande Sertão: Veredas - João Guimarães Rosa,
05. O Sol é Para Todos- Harper Lee
06. Germinalhttp://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=praler-20&l=as2&o=33&a=8528901793 - Emile Zola
07. O Estrangeirohttp://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=praler-20&l=as2&o=33&a=8577992705 -  de Albert Camus
08. O Nome da Rosahttp://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=praler-20&l=as2&o=33&a=B00A6OP67M -  Umberto Eco
09. A Insustentável Leveza do Serhttp://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=praler-20&l=as2&o=33&a=8535912517 -  Milan Kundera
10. A Metamorfose -  Franz Kafka,
11. Senhor das Moscas -  William Golding
12. Mentes Perigosas - o Psicopata Mora ao Lado
13. Fábrica de Vespas - Lain Banks
14. Laranja Mecânica - Anthony  Burgess
15. Uma Fração do Todo - Steve Toltz

31 janeiro 2017

BLEFES



Ninguém conhece a alma humana melhor do que um jogador de pôquer. A sua e a do próximo.
Numa mesa de pôquer o homem chega ao pior e ao melhor de si mesmo, e vai da euforia ao ódio numa rodada. Mas sempre como se nada estivesse acontecendo. Os americanos falam do poker face, a cara de quem consegue apostar tendo um Royal Straight Flush ou nada na mão com a mesma impassividade, embora a lava esteja turbilhonando lá dentro. Porque sabe que está rodeado de fingidos, o jogador de pôquer deve tentar distinguir quem tem jogo de quem não tem e está blefando por um tremor na pálpebra, por um tique na orelha. Ou ultrapassando a fachada e mergulhando na alma do outro. Não se trata de adivinhar seu caráter. Não é uma questão de caráter. O blefe é um lance tão legítimo quanto qualquer outro no pôquer. Os puros são até melhores blefadores, pois só quem não tem culpa pode sustentar um poker face perfeito sob o escrutínio hostil da mesa. Há quem diga que ganhar com um blefe supera ganhar com boas cartas e que é no blefe que o pôquer deixa de ser um jogo de azar, e, portanto de acaso, e se torna um jogo de talento.
        Já fora do pôquer o blefe perde sua respeitabilidade. É apenas sinônimo de engodo, geralmente aplicado a pessoas que não eram o que pareciam ou fingiam ser. A história dos presidentes do Brasil desde Jânio tem sido uma sucessão de blefes. Jango também foi um blefe, na medida em que aparentava ter um poder que não tinha. O golpe de 64 foi um blefe para quem acreditou nele. Um blefe involuntário. Sarney não foi um blefe completo porque ninguém esperava que ele fosse muito diferente. Collor foi um blefe deliberado que manteve a versão política do poker face, que é uma cara-de-pau sustentada mesmo sob a ameaça do ridículo.
E chegamos à social-democracia brasileira no poder, que pode até estar agradando a muita gente, mas é outro blefe em relação às expectativas que criou e ao que podia ter sido. Ou talvez esse blefe tenha uma história antiga e a gente é que não tinha notado.

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(Luis Fernando Veríssimo - "As mentiras que os homens contam" - Página 35/36)


23 dezembro 2016

IDADE DE SER FELIZ...

          


       “Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para utilizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
          Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
          ... Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
          Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo de novo, e quantas vezes foi preciso.
          Essa idade tão fugaz na vida da gente chama- 
-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa”...



                                          (Mário Quintana)

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22 dezembro 2016

COMO NASCEM OS PARADIGMAS





FIM DA JORNADA!!