10 fevereiro 2015

QUESTÃO UFPR 2014


UFPR -  PROCESSO SELETIVO 2014

Questão 47 - “É simplista, porém, justificar o que aconteceu com o fato de o jovem não se sentir representado.” Observe que Jorge Bouer escreveu “de o jovem” e não “do jovem”. Diferentemente do que acontece na fala, a escrita não aceita a contração da preposição com um artigo em certos casos. Em qual das sentenças abaixo a contração é VETADA na escrita culta?

A) O delegado interrogou o agressor por horas para tentar entender as razões [de+o] sujeito.

B) No momento [de+o] invasor entrar no palco, o diretor segurou-o e pediu aos seguranças para prendê-lo.

C) Todos se assustaram com o aparecimento daquele monstro, principalmente com a cara [de+o] bicho.

D) À maneira [de+o] pai, o filho agiu com absoluta ética.

E) A atuação [de+o] Daniel no jogo foi impecável.


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GABARITO – B


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QUESTÃO UDESC 2015.1


UDESC                  Vestibular 2015.1

Questão 47

 Assinale a alternativa correta em relação à obra O que é isso, companheiro?, Fernando Gabeira, e ao Texto 4.

A. (   ) Em “os caminhos sinuosos que vão cortando as montanhas” (linhas 2 e 3) há antítese.

B. (   ) No período “Olho para baixo e lá está o azul para se mergulhar “(linhas 3 e 4), os verbos destacados, quanto à transitividade, são classificados, na sequência, como verbo transitivo direto e verbo de ligação.

C. (   ) Em “Além do mais há mato, vegetação, verde” (linhas 5 e 6) tem-se uma oração sem sujeito e as palavras destacadas são, sintaticamente, objeto direto.

D. (   ) A obra é narrada em 3ª pessoa com interferência do próprio autor, que relata também sua trajetória como militante político, durante o período da ditadura militar no Brasil.

E. (   ) No período “Passamos a guarda na entrada, penetramos no prédio branco, ganhamos uniformes e fomos introduzidos na galeria dos presos políticos” (linhas 13 e 14) há cinco orações coordenadas, sendo a última coordenada sindética aditiva.


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GABARITO - C

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ALEGRIA


Vê o sertão florir,
rir com a graça divina,
que tanto fascina os cidadãos comuns,
que é a chuva!

Vem de longe, do infinito,
que gera gritos,
algazarra, contos de graça
com sua presença!

É êxtase, não de drogas,
mas de prazer, de satisfação,
que gerará o pão aos necessitados!

Contudo, não é só isso,
pois muda o cenário,
aparecendo até o canário com sua beleza,
leveza no lócus mudado!

De seco a molhado,
trazendo esperanças, destinos,
de gente simples, que precisa de um trilho
para vida ser mudada.





                          MANOEL GUILHERME DE FREITAS. VEREDAS POÉTICAS, 2015.


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CHUVA

Vem, fica, molhe
esse chão quente, escaldante, delirante,
com o líquido sagrado!

Vem, não ameace
e passe sem deixar as marcas.
Precisamos tanto de uma gota, de chuvisco,
ou seja, da chuva
para acabar com as mágoas!

Líquido precioso, valioso,
que só sabe,
quando falta!
Decerto, riqueza, pureza, que nos acalma
sem a falta!

H20, tesouro, que virou moeda de troca,
da mais-valia à revelia,
do mundo da máquina!
Que nos caos do mundo emergente,
perdemos a mente,
diante da água!


                      MANOEL GUILHERME DE FREITAS. VEREDAS POÉTICAS, 2015.

29 janeiro 2015

DAS PALAVRAS


"Mais importante do que dizem as palavras é o que realmente elas querem dizer!"

   A frase acima foi postada em meu blog há alguns dias. O intuito não é fazer humor! Filosofar? Inevitável! Mas, de fato, a pretensão é outra. Ambiciosa, muito provavelmente, entretanto legítima, a ideia se firma em refutar a tendência das pessoas em geral, no que concerne ao clichê cunhado pela expressão: “as palavras têm poder”. Não! Não é a elas que se deve atribuir o poder, mas sim ao seu real sentido, à essência e fundo de sua substância.
   Já presenciei discussões ferinas, carregadas de todos os impropérios possíveis, sempre acompanhadas da frase: “não me importa o que você quis dizer! O que importa é o que você disse! E você disse isto!”. Ora, é como dizer de um lingote de ouro, guardado em uma caixa de bombons: “não me importa que você quis me dar uma barra de ouro! Eu exijo uma barra de chocolate dentro desta caixa! Você me deu uma caixa de chocolate e eu quero isto!
   É certo que em relação à essência e fundo das palavras, o contrário também é verdadeiro. O médico que orienta seu paciente e lhe diz que seu caso inspira cuidados, mas não é motivo para desespero, sabendo que lhe restam poucos meses de vida, está lhe oferecendo uma caixa de bombons pintada de ouro por fora. De qualquer jeito, nessa situação, é melhor que o paciente coma os bombons.
   Outro bom exemplo: A mãe, frente a frente com a filha adolescente, dispara de forma exclamativa “Sua pamonha!”. Pode parecer, a princípio, que se trata de um caso de violência contra incapaz ou, talvez, de ingerência familiar. Como não condenar a atitude e duras palavras dessa mãe. Mas... chegando-se um pouquinho mais próximo, entrando pela cozinha onde o episódio acontece, pode-se perceber a mãe com uma pequena travessa, oferecendo à filha uma iguaria que ela há muito desejava degustar. A mãe, orgulhosa de si mesma, preparara o quitute sem que a filha soubesse, com direito à palha da espiga do milho como embrulho, tal qual vira no passo a passo da receita pela internet. Ao fim, veio até a filha e lhe disse, retirando de sobre a travessa o guardanapo, ”Sua pamonha!”
       Como não são as palavras, mas sim o seu sentido (o que se quer realmente fazer sentir) eis mãe e filha e um final feliz!
     Há também situações mais literais, e nem mesmo assim, menos ilustrativas. Quem nunca testemunhou uma cena entre amigos, velhos amigos, muitos até letrados amigos, que, dado um longo tempo de ausência e de saudade, abraçam-se e massageiam costas e nuca reciprocamente ao embalo da frase também recíproca:” Seu miserável, filho da mãe!”
   Sem dúvida uma clássica demonstração de amizade. Algo que de verdade pode consertar um mundo tão carente de afeto e de amor ao próximo.
   Quanto às palavras... importa mesmo o que se quer dizer e o que se quer fazer com elas!


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23 janeiro 2015

DAS PALAVRAS


"Mais importante do que dizem as palavras é o que realmente elas querem dizer!"

                                                                               (Maurício Palmeira)

22 janeiro 2015

AUTORRETRATO
















Pediram-me, apenas por vã vingança,
Que lhes expusesse um retrato meu.
Logo eu que já me desfiz da pujança,
E que em breve serei pobre pigmeu.

E, dessa experiência singular,
Obtive uma valorosa lição:
Que não há mesmo beleza no olhar.
Ela se faz na febre da emoção!

Sim, percebem, claro, minha voz rouca,
Contemplam, hilários, os meus trejeitos.
Mas sabem que a pressão não se faz pouca.

Na missão de lhes passar os preceitos,
Duvida-se  que haja vida mais louca
Do que ensinar expondo seus defeitos!

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FIM DA JORNADA!!